Realmente nas nuvens


Concorrentes ao Oscar 2010

 Por Caroline Araújo

Repense em sua vida. Coloque na ponta do lápis tudo o que viveu, vive e que já sonhou viver. Pergunte a si mesmo o “ quão satisfeito ou feliz” pode se dizer que você O é neste momento.Não. Isto não é um texto de auto- ajuda. Isto é a base do que move e gira o roteiro perspicaz de Jason Reitman e Sheldon Turner em “ Up in the Air” – Amor sem escalas na esdrúxula tradução aportuguesada. Todos os anos e temporadas, filmes que tentam exprimir as nuances inconstantes e insólitas da dura realidade ( ou não) dos relacionamentos humanos aporta nas telinhas e vídeo locadoras. Talvez porque no fundo esse seja o tema que menos resposta exista e mais filosofias – algumas baratas de mais – dialeticamente dialoguem sobre.

Ate que ponto você esta disposto a encarar mudanças ou, o que as mudanças representam em sua vida. De uma forma bem bolada e amarrada, Reitman passa sua mensagem. Planos interessantes e bem estruturados. A criação de uma padronagem visual como se fosse um tecido, ou algo do gênero, com fotos aéreas das paisagens americanas foi uma ótima sacada de abertura encontrada pelo diretor. A trilha sonora primorosa, mais uma vez mostra que Reitman tenta montar sua assinatura própria na cinematografia mundial, é só darmos uma olhada em seu currículo – “Thanks for no Smoking e JUNO” foram as películas que deram a propulsão ao seu talento nato de tirar a essência de seus textos através dos olhos dos atores.

O filme é baseado no romance de Walter Kim, lançado em 2001 sobre um homem que adora viajar 300 dias no ano. Reitman começou a adaptação do livro em 2002 e terminou apenas em 2008. George Clooney imprime uma solitude filosófica inacreditável na pele de Ryan B., solitude esta encontrada em outras interpretações memoráveis como Nicolas Cage em “ o Sol de todas as manhãs” e Bill Murray no emocionante “ Lost and Translation”. Alias, vale ressaltar que “up in the Air” ao fim nos faz lembrar um pouco da película de Sofia Coppola. Os acasos, o estar perdido tento a máscara social de que se este bem, certo e como deveria estar. Não tanto romantizado como o filme de Sofia, mas extremamente denso “Up in the Air” consegue sim, fazer com que o espectador sai do cinema com a mochila vazia, ou com apenas o que necessita carregar. E em busca de um co – piloto em alguns casos.

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