Baú da Tia


Os Pescadores e os Peixes

Clássicos da filmografia

por Caroline Araújo

Existem filmes que despretensiosamente encaramos para uma sessão noturna e que, na singeleza das imagens postas aos nossos olhos, subitamente, somos jogados em um redemoinho de sentimentos e reflexões. “The Fisher King – O pescador de Ilusões”(1991) dirigido por Terry Gillian é um dos maiores exemplos. Estrelado no inicio dos anos noventa por um Robin Willians entusiasta e por um Jeff Bridges, que representava o estereótipo de uma cultura Grunge fervorosa e em ebulição que pipocava ao fim dos anos 80  e que de quebra, ditou vários roteiros que se tornaram celebres na filmografia mundial, “O pescador de Ilusões” é programa obrigatório para cinéfilos ávidos.

Um radialista que vive a incerteza da passagem da responsabilidade da idade adulta e dos relacionamentos. Um professor de história que tem sua vida desfacelada em uma dessas noites tórridas de horror por um insano qualquer sem motivo tangível. Duas pessoas, dois mundos, valores opostos e a busca do Santo Graal.,

A profundidade dos diálogos, que parecem brotar de um imaginário insólito do mendigo lunático, desconcerta e ao mesmo tempo concertam a vida não só dos personagens que o circundam, mas como a do próprio espectador que se permite ser inundado pelo alimento que pula da tela. O egoísmo do homem e até que ponto ele cega você. Como não abalar-se perante o desespero daqueles que lhe pedem ajuda¿ Muitos questionamentos. Muitos entroncamentos. O principio básico de que toda ação gera uma reação é o mote que guia a jornada desta história. E principalmente de que, pode não ser no instante seguinte, porém; em um futuro ciclicamente perdões poderão ser dados e pedidos, erros não podem ser apagados, mas diminuídos, e sempre existe uma possibilidade de reparar maus entendidos. Segundas chances são sim, possíveis.

O pescador de ilusões é o primeiro filme dirigido por Terry Gillian sem a participação de seus companheiros da trupe inglesa de comédia Monthy Python, da qual Gillian era conhecido por suas visões fantasiosas e apocalípticas. Além disso , a película abocanhou vários prêmios e teve inúmeras indicações. Mercedes Reehl, que interpreta a dona da vídeo locadora namora do radialista Jack Lucas(Bridges) recebeu  o Prêmio Saturno, Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Willians por sua vez teve seu nome indicado a todos os prêmios de melhor ator em 1992 e levou para casa o Globo de Ouro de melhor ator comédia\ Musical. O filme ainda levou o Leão de Prata do Festival de Veneza de melhor filme, e o People’s Choice Award (Canadá) de 1991.

O nome do personagem Parry, interpretado magicamente por Willians, é a abreviação de Parsifal(Percival), lendário cavaleiro do santo Graal. E para nós que pudemos acompanhar a evolução de Briges nesses mais de 20 anos de carreira após este filme, quando o assistimos novinho, estupendo, certamente lembramos; todo coração e corpo precisam desse tipo de fúria.

Uma resposta para “Baú da Tia

  1. Não estou apoiando sua opinião sobre os filmes, mas uma coisa não dá para negar: gúria, tú escreves bem.

    Puta merda, consegue alinhar seus ideias e medir as palavras. Parabéns.

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