Vamos treinar??


Em Cartaz

por Caroline Araújo

Todas as vezes que uma nova animação aporta nos cinemas, a primeira impressão é de que se trata de filmes destinado a crianças ou adolescentes ou “pré-adolescente”, como muitos se intitulam ultimamente. Entretanto a geração X, que esta em ebulição e dominando o mercado de trabalho e principalmente, são os realizadores a todo o vapor do momento, mostram que a perspectiva do que animação é sim, coisa de gente grande.

“How to Train your Dragon – Como treinar seu dargão(2010)” é a mais nova aposta do gênero de animação do momento. Especialmente feito para ser visto em salas 3D que pipocaram ao redor do mundo no grande conglomerados de distribuição, é um filme muito bem feito, bem dosado e extremamente belo do ponto de visto humano.

Alias, desde “Cars”, as animações que foram lançadas nos cinemas são novas formas que os adultos de hoje encontraram de externar suas problemáticas citadinas. Aceitações sociais, a busca dos sonhos, justiça, amor, sentir-se só, família, amizade, até onde conseguimos chegar, o eu é viver, onde esta a beleza em tudo, lealdade, princípios, fraternidade…. em todos, absolutamente todos as animações atuais, questionamento que atropelam a psique adulta são figurinhas fáceis. Não seria diferente em “How to train your dragon”.

Temos o moleque franzino que queria ser mais. Temos uma terra onde os fortes são respeitados( os francos não tem vez), se você não é forte é um paria. Temos a menina enfezada. Temos um problema(dragão) que na real, não é um problema. Temos uma guerra. E temos a busca de um propósito, e de um equilíbrio entre os extremos expostos. Juntando tudo, com uma modelagem linda e limpa, e com as paisagens nórdicas e histórias vikings que até então não tinham sido animadas dessa forma, temos uma película tocante, fofuxa e super bem conduzida do inicio ao fim.

Na verdade em meio ao balde de pipoca a cara daquela dragão que de “Fúria da noite” só o nome mesmo, dava vontade de levar para casa só para brincar de treinar e quem sabe voar pela cidade a noite. Acho que isso é o barato de animações. Elas conseguem transportar nossa matéria por paisagens que nem mesmo em filme com atores e cenários reais seria possível compreender suas belezas. Em alguns momentos a fofura das nuvens é tão mais macia.

Que venha a próximo animação. Curahee.

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