Fúria de Quê mesmo?

Estréia da semana

OPINIÃO

por Caroline Araújo

Quando recordo de algumas coisas da infância, uma das mais gostosas é lembrar das infindáveis tardes de sessão da tarde onde revia, re-revia e cansava de tanto “re -assistir” filmes que embalaram os anos 80 com maestria. Entre esses “Clássicos” logicamente encontram-se aqueles toscos (porém bons) filmes de mitologias gregas, heróis super romanceados( não existem heróis como antigamente), lendas e por ai vai. Eis que então, décadas após aquelas tardes ensolaradas regadas a pipoca e guaraná bemmmm geladooo, uma refilmagem de uma desses “tesouros” chega abalando Bangu nos efeitos especiais nos cinemas mundiais. Mas é apenas poeira estrelar, não passa disso.

“Clash of Titãs – Fúria de Titãs” (2010) dirigido por Louis Leterrier, é algo, assim tão, tão distante da essência mitológica que; cara, que saudade da versão “toscographic” de 1981.

Leterrier que tem no currículo nada mais que “O incrível Hulk” fez uma “homenagem”      (segundo ele disse em várias entrevistas) a Masami Kurumada, criador do mangá japonês        “Cavaleiros do Zodíaco”, que segundo Louis é sua referencia para a nova película dos Titãs.

Okay para Tudo!!! Para, mas para mesmo! Tudo bem que Pegasus lindo, sedoso e negro aparece para ajudar Perseus, mas gente, onde foi que Leterrier bateu a cabeça? Não existe ritmo de montagem, tudo se arrasta, o thiller é mais empolgante que o próprio filme, sem contar que Sam Worthington como nosso semi-deus, não convence nem aqui nem na LUA!!! Aquele rosto redondo dele na tela, gente, HOMEM VIRIL e herói têm rosto QUADRADO!!!! Isso até a teoria evolutiva de Darwin atesta!!

Sem falar na falta de expressividade, sem falar aghhhhhhh, acho qeu nem um balde de coca – cola na tela passa a ira. Ralph Fiennes e Lian Neeson como Hades e Zeus, salvam algumas coisas, eis a diferença de bons atores para mequetrefes de plantão. Andrômeda, putz, meu, existem belas BEM MAIS BELAS e por vezes mais com um “Q” que faria céus e terras tremerem, mares engolirem cidades e por ai vai, mas essa Andrômeda tá mais para o “Cavaleiros do Zodíaco” que outra coisa.

E os tão falados efeitos 3D? Nas legendas, só se for, elas sim estavam em 3D.  Medusa podia ter sido mais bem explorada, o kraken podia ter mais “Tchan Tchan Tcharannn”, tudo de uma forma geral. Eles tinham uma história riquíssima nas mãos e dinheiro para fazer, e deixaram com que mergulhassem milhares de dólares ralo abaixo. Decepcionante eu diria. E ainda acabam com Perseus com aquele cara lua cheia que só serviu até agora para “Avatar e T:4”. Claro, eram Robôs!!!!!!!!!!

Po rtanto , “ Clash of Titãs” #FAIL. RT please.

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Robin ” Nude”

Opinião

por Caroline Araújo

Robin “Nude”

A era das lendas “fofolets” que crescemos ouvindo e repetindo aos mais novos parece que estão ganhando injeções de realidade. Um dos “Anti-heróis” mais lendários da idade média acaba de ganhar mais uma releitura cinematográfica entre tantas outras já feitas, porém esta, com ar muito mais “humano” e menos mitológico e muito mais aceitável do ponto de vista real.

“Robin Hood”(2010) dirigido pelo ultra performático diretor Ridley Scott, não só marca uma nova forma de contar a história do fora-da-lei mais moçinho da Inglaterra de Ricardo Coração de Leão, como marca mais um filme em parceria com “seu muso” de plantão, Russell Crowe.

Se você vai ao cinema esperando para ouvir Brian Adams ou ver um novo Kevin Costiner, esqueça.Não existe lugar para fantasia nesta nova adaptação. Um Ricardo Coração de Leão sujo, bruto e visceral, um Príncipe John muito mais asqueroso e afeminado nos mimos e uma Lady Marion muito mais viva, impetuosa e palpável. Cate Blanchett empresta sua luminosidade a nova Marion e forma o par romântico com o Robin de Crowe. Funcionam, pois ambos são lindos e juntos na tela, ficam mais lindos. De uma forma geral, no novo filme de Scott é bom, porém, da mesma maneira como outras películas assinadas por ele, existe um “Q” que não deixa ser além do que ele nos apresenta.

A direção de arte como sempre impecável (isso é uma qualidade estupenda nos filmes de Ridley) e a fotografia funciona com tons sépias coloridos bem intensos, embora, alguns planos e enquadramentos escolhidos deixassem um ar de “What a Hell?”, mas passavam, e no projeto geral foram suplantados pelos planos detalhes de tirar o fôlego (literalmente) imprimido pelas lentes de Scott.

Porém, algumas atuações estão aquém de boas interpretações. Dentro das quase duas horas e meia de filme, elas passam, mas se você assistir novamente, um balde de tédio vai ser derrubado em sua cabeça, pois a montagem perde o metrônomo e se arrasta em alguns pontos cruciais da história.

O Interessante e o importante no novo filme sobre Robin é que temos menos fantasia e mais homem. Podemos aceitar que sim, é possível que ele tenha existido. O mesmo que aconteceu quando “King Arthur” foi lançado. E assim, você quer ir ao cinema, sozinho, de galera ou acompanhado, é sim uma boa opção. Não esqueça a pipoca, chocolate e afins.

Caçador de quê???

Sessão Desrrecomendo

no cinema mais perto de vocês…

por Caroline Araújo

Relutei. E como relutei, mas mesmo avidamente procurando algumas “desculpinhas” para deixar passar despercebidamente, impensável eximir-me de tecer comentários críticos sobre “The Body Hunter – Caçador de Recompensas”(2010)dirigido por Andy Tennant, que aportou em maio nos cinemas nacionais.

Você tem uma das mais emblemáticas namoradinhas da América e seu super mega lindo cabelo em tela. Você tem um dos atuais galãs vem com tudo do momento (já reparou como os olhos desse cara brilham¿), mas você tem um filme que sobre sal e carece de pimenta malagueta para engrenar.

 

Gerard Butler e Jennifer Aniston não combinaram. São ótimos atores, desempenham bem seus papéis em mais uma comédia romântica do momento, porém, nem de longe tem a química para fazer com que você queira rever esta película.

Além de que, “The body Hunter” não diz a que veio, ele começa do nada e termina do nada, sabe, assim de repente¿! Não existe ritmo de montagem, alias temos um roteiro recheado de clichês com personagens mais estereotipados impossível e nenhum NENHUM deles são personagens com profundidade suficiente para sei lá, estarem ali. E isso é chato pacas!!!

A Trilha sonora sempre super alta que entrava como se fosse o elemento surpresa em cada cena, talvez fosse a melhor coisa que podia tirarmos depois de quase duas horas de projeção; mas mesmo isso, era irritante em alguns caso. Cenas demasiadamente longas quando poda ser curtas e cenas que precisavam de mais desenvolvimento e era terminadas as pressas. Desconexo. Totalmente desconexo.

Gerard interpreta um novo machão gatão- personagem este que ele obliterou lindamente em a “A verdade Nua e Crua”, mas falta direção, e isso é claro. Ele esta sempre um tom acima enquanto sua parceira de cena Jeniffer esta sempre um tom abaixo e não existe figurino apertado, cabelos bem penteados e luminosos que seja para segurar ela nessa película hedionda.

E é estranho. Isso porque Andy assina a direção de duas outras comédias que forma muito bacanas “Hich – Conselheiro Amoroso e Doce lar”. Hum!! Quase ia me esquecendo, e o nome dos personagens de Butler e Aniston – MILO BOYD e NICOLE HURLY- que nomes são esses!!! Quer mais “PINPI” mais cafetão que isso¿¿¿ Impossível!!!!

GREEN Tudo é GREENNNN, ou melhor deveria ser!

Desrrecomendo

em cartaz nos cinemas mais próximos de vocês!

por Caroline Araújo

Quando recebi o release sobre “GreenZone – Zona Verde” (2010) novo filme de Paul Greengrass que acaba de debutar nos cinemas nacionais, eu respirei fundo e disse, okay, mais um filme sobre a guerra Iraquiana, vejamos.

Quem sabe a idéia da distribuidora fosse utilizar do burburinho ocasionado pelo vencedor do Oscar deste ano “The heart Locked” (que gira em torno do mesmo tema) e ganhar mais público nas salas. No Entanto, a publicidade pesada foi posta em cima de mais uma parceria entre o diretor e seu eterno agente secreto Jason Borne e na minha humilde opinião, fizeram a estratégia certa para o material final resultante.

Matt Damon encabeça esse drama político de guerra passado no Iraque onde as armas de destruição em massa são caçadas e apenas limbo é encontrado nos supostos lugares indicados pelas inteligências bélicas.

Mais uma vez temos caos, muita areia, soldados exalando testosterona desnecessária, jornalistas “lambigóias” (na boa outra atriz escalada teria mais presença, saca) e pavões políticos fazendo os meandros medonhos das realidades existentes entre todas as guerras. Muitas vezes lembrei-me de outro filme político “ Leões e Cordeiros”, e como ele o que pega em “Green Zone” é que a linguagem utilizada tornou um tanto difícil a compreensão.

Na verdade após os 40 minutos eu tava cansada. Ainda esperava uma reviravolta, porém, os plots de viradas propostos não fazia uma VIRADA verdadeira, eram “meias viradas” ficando assim a sensação ao fim de um MEIO FILME, não inteiro, entende.

Matt Damon esta bem. Ele é um bom ator e até em frias como essa ele consegue se sobressair. Greg Kinnear, Brendan Gleeson, Jason Isaacs, Amy Ryan e Yigal Naor estão no elenco. Acho que o personagem mais divertido e em cima era o iraquiado “Freedy” que podemos colocá-lo como personagem de mudança, pois ele marca todas as mudanças narrativas e interage e são deles as cenas mais intensas, ele vale o ingresso.

De maneira geral, faltou manjericão no tempero de Greengrass e sobrou umas duas pitadas de pretensão (uma levantada de grua quase no fim do filme mata, ela tá horrível). Recomendo que esperem sair em locadoras ou Tv’s por assinatura ou Tv’s abertas não gastem tickets de cinema em vão!!!!

” O mau, o BOM e o Playboy confuso de volta”

Em cartaz

por Caroline Araújo

Geralmente continuações são sinônimos de “encrenca” só para não deixar os personagens morrerem no imaginário do publico e logicamente, aumentar a venda de subprodutos oriundos do projeto original. São realmente poucas as continuações que são fodásticas – “Exterminador do Futuro 2” do megalomaníaco James Cameron é fora de série e “Cavaleiro das Trevas” de Chris Noan é algo assim, tipo, a cereja do bolo. Em fim, toda a vez que vamos assistir uma continuação, imageticamente ainda carregamos na memória o filme anterior.

Não seria diferente com “Iron Man 2 – O Home de Ferro 2” (2010) dirigido por Jon Favreu que assina o anterior. Com muito Back Sabbah na cabeça ressoando ainda, sentei-me a espera da película que se abrilhantava na cabine de projeção. Uma coisa é certa, a nova safra de diretores que se colocaram a frente de projetos originalmente já conhecidos e principalmente, vindos do universo de HQ’s, esta dando um show sobre COMO SE DEVE fazer um filme de quadrinhos.

“Iron Man 2” é bom sim. Não é o Ual! Tal qual o primeiro, mas segura a onda, resolve bem o drama psicológico do personagem de Stark e consegue sutilmente abril um leque imenso para novas histórias, não de continuações (embora isso seja tangível facilmente), mas de outros personagens de HQ’s que tem as tramas entrelaçadas com o cara de ferro em questão.

Tony Stark é irresistível na pele de Robert Downey Jr., ou seria o inverso¿ rs.. tanto faz. Desde que ele ressurgiu das cinzas cinematográficas, ninguém segura mais. E no fundo fico feliz, pois ele é um excelente ator como há algum tempo não se fabrica mais. Enquanto o Filme passava e eu via aquele Mickey Rourke no papel de um físico russo muito muito nada simpático. Só não curti aquelas mechas brancas no cabelo, sei lá, mas de qualquer forma é engraçado vê-lo interpretado esse tipo de personagem quase deformado (sem falar no tanto de tatuagem, cabelo hippie no S e dente de OURO). Engraçado porque nos idos anos 80 e 90 o cara era só um Sex Simbol em ascenção. Yep. “9 1\2” e meia de Amor que o diga.

O que mais gosto é a entrada gradativa dos símbolos para que esperemos a história dos “The Avangers” – (o escudo do Capitão América aparece entre outras inserções subliminares durante a película). Ou seja, depois de muito se fazer filmes de super-heróis, eis que pensaram finalmente em como fazer da forma certa. Ser cercear uns e enaltecer outros. O Mesmo ocorre com a nova releitura dada ao morcegão orelhudo de Gothan. E isso mostra que a evolução é maravilhosa hein. A claro, como esquecer, ACDC “ Hightway to Hell” é Mara!

 

OBRIGADO por existir.

 

Opinião

por Caroline Araújo

Efusivamente comecei um movimento de “re-assistir” alguns clássicos do cinema independente e que marcaram alguns pontos no placar de consagração cinematográfica, por simplesmente terem sido realizados, entre outros predicados que carregam na algibeira. E nessa seleção de bons, ótimos, estupendos, fodásticos e afins que merecem a atenção dos leitores \ espectadores de plantão, vamos com uma das comédias mais politicamente correta e cretina( ao mesmo tempo sem isso ser negativo okay) desta primeira década dos anos 2000.

“Thanks You for Smoking – Obrigado por Fumar”(2005) dirigido pelo então em ascensão e agora consagradíssimo pós indicação oscarizada Jason Reitman.

Primeiramente, volto a afirmar, Reitman tem uma assinatura de padronagem visual( que no caso de “Up in The Air” ele conseguiu que virasse uma forma de “tecido”) singular e inconfundível em seus trabalhos. Ele trabalha com elementos simples, cortes secos, puros e duros, nada de utilização exacerbada de tecnologia, e cara, isso é muito bom! Por Quê¿   Porque dessa forma ele consegue voltar a princípios básicos de se fazer cinema e mostrar ao mundo que se você tem uma idéia boa, foco, um conjunto de elementos básicos bem amarrados e comprometidos com o projeto, você tem um produto final substancioso e sem a necessidade louca de misturar tudo quanto é coisa tecnológica para segurar seu filme.

Nick Naylor (olha a sonoridade de peso desse nome) interpretado com robustez pelo vigoroso Aaron Eckhart é brilhante. Okay, em alguns momentos você morde a fronha ou a almofada mais próxima por ter tamanha cretinice nas palavras e nas ações de Nick, mas isso é lindo!!!! Mais lindo ainda é quando enquanto Aaron interpreta, e os olhos dele simplesmente explodem de tanto brilho e intensidade, e ele inteiro, mesmo sendo um cretino de quilate astronômico defendendo o tabagismo, é a personificação de algo tão belo, tão alvo que, putz, que fotografia é essa¿

Falando da fotografia, James Whitaker que a assina, fez um bom trabalho, nada excepcional, mas na medida. E sim caprichou muito quando Nick esta em cena. Em uma passagem quando ele coloca a camisa alva para encontrar o “homem de Malboro” (que não podia ser outro senão Sam Eliot) tudo é tão etéreo ao redor dele que ele realmente parece o Anjo que o “capitão” (interpretado pela lenda Robert Durval) das multinacionais tabagistas se refere.

Os demais atores que povoam a película estão tranqüilos em seus papéis. Maria Belo sempre ótima é minha favorita. Sem contar na ressurreição de Rob Lowe quase que completamente desaparecido, que mostra que ainda é um rosto bonitinho e tem gás para gastar. O grande ponto em questão, é que “Thanks you for Smoking” é leve ao mesmo tempo em que a “subliminariedade” da questão abordada é fortemente abastecida. E temos a primeira grande chance de confirmar que sim, um novo e excelente diretor estava sendo esculpido entre rolos, scripts, kinos, jump cuts e por ai vai.

Nós público, agradecemos. Thanks You!!!!!!!