OBRIGADO por existir.


 

Opinião

por Caroline Araújo

Efusivamente comecei um movimento de “re-assistir” alguns clássicos do cinema independente e que marcaram alguns pontos no placar de consagração cinematográfica, por simplesmente terem sido realizados, entre outros predicados que carregam na algibeira. E nessa seleção de bons, ótimos, estupendos, fodásticos e afins que merecem a atenção dos leitores \ espectadores de plantão, vamos com uma das comédias mais politicamente correta e cretina( ao mesmo tempo sem isso ser negativo okay) desta primeira década dos anos 2000.

“Thanks You for Smoking – Obrigado por Fumar”(2005) dirigido pelo então em ascensão e agora consagradíssimo pós indicação oscarizada Jason Reitman.

Primeiramente, volto a afirmar, Reitman tem uma assinatura de padronagem visual( que no caso de “Up in The Air” ele conseguiu que virasse uma forma de “tecido”) singular e inconfundível em seus trabalhos. Ele trabalha com elementos simples, cortes secos, puros e duros, nada de utilização exacerbada de tecnologia, e cara, isso é muito bom! Por Quê¿   Porque dessa forma ele consegue voltar a princípios básicos de se fazer cinema e mostrar ao mundo que se você tem uma idéia boa, foco, um conjunto de elementos básicos bem amarrados e comprometidos com o projeto, você tem um produto final substancioso e sem a necessidade louca de misturar tudo quanto é coisa tecnológica para segurar seu filme.

Nick Naylor (olha a sonoridade de peso desse nome) interpretado com robustez pelo vigoroso Aaron Eckhart é brilhante. Okay, em alguns momentos você morde a fronha ou a almofada mais próxima por ter tamanha cretinice nas palavras e nas ações de Nick, mas isso é lindo!!!! Mais lindo ainda é quando enquanto Aaron interpreta, e os olhos dele simplesmente explodem de tanto brilho e intensidade, e ele inteiro, mesmo sendo um cretino de quilate astronômico defendendo o tabagismo, é a personificação de algo tão belo, tão alvo que, putz, que fotografia é essa¿

Falando da fotografia, James Whitaker que a assina, fez um bom trabalho, nada excepcional, mas na medida. E sim caprichou muito quando Nick esta em cena. Em uma passagem quando ele coloca a camisa alva para encontrar o “homem de Malboro” (que não podia ser outro senão Sam Eliot) tudo é tão etéreo ao redor dele que ele realmente parece o Anjo que o “capitão” (interpretado pela lenda Robert Durval) das multinacionais tabagistas se refere.

Os demais atores que povoam a película estão tranqüilos em seus papéis. Maria Belo sempre ótima é minha favorita. Sem contar na ressurreição de Rob Lowe quase que completamente desaparecido, que mostra que ainda é um rosto bonitinho e tem gás para gastar. O grande ponto em questão, é que “Thanks you for Smoking” é leve ao mesmo tempo em que a “subliminariedade” da questão abordada é fortemente abastecida. E temos a primeira grande chance de confirmar que sim, um novo e excelente diretor estava sendo esculpido entre rolos, scripts, kinos, jump cuts e por ai vai.

Nós público, agradecemos. Thanks You!!!!!!!

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