Robin ” Nude”


Opinião

por Caroline Araújo

Robin “Nude”

A era das lendas “fofolets” que crescemos ouvindo e repetindo aos mais novos parece que estão ganhando injeções de realidade. Um dos “Anti-heróis” mais lendários da idade média acaba de ganhar mais uma releitura cinematográfica entre tantas outras já feitas, porém esta, com ar muito mais “humano” e menos mitológico e muito mais aceitável do ponto de vista real.

“Robin Hood”(2010) dirigido pelo ultra performático diretor Ridley Scott, não só marca uma nova forma de contar a história do fora-da-lei mais moçinho da Inglaterra de Ricardo Coração de Leão, como marca mais um filme em parceria com “seu muso” de plantão, Russell Crowe.

Se você vai ao cinema esperando para ouvir Brian Adams ou ver um novo Kevin Costiner, esqueça.Não existe lugar para fantasia nesta nova adaptação. Um Ricardo Coração de Leão sujo, bruto e visceral, um Príncipe John muito mais asqueroso e afeminado nos mimos e uma Lady Marion muito mais viva, impetuosa e palpável. Cate Blanchett empresta sua luminosidade a nova Marion e forma o par romântico com o Robin de Crowe. Funcionam, pois ambos são lindos e juntos na tela, ficam mais lindos. De uma forma geral, no novo filme de Scott é bom, porém, da mesma maneira como outras películas assinadas por ele, existe um “Q” que não deixa ser além do que ele nos apresenta.

A direção de arte como sempre impecável (isso é uma qualidade estupenda nos filmes de Ridley) e a fotografia funciona com tons sépias coloridos bem intensos, embora, alguns planos e enquadramentos escolhidos deixassem um ar de “What a Hell?”, mas passavam, e no projeto geral foram suplantados pelos planos detalhes de tirar o fôlego (literalmente) imprimido pelas lentes de Scott.

Porém, algumas atuações estão aquém de boas interpretações. Dentro das quase duas horas e meia de filme, elas passam, mas se você assistir novamente, um balde de tédio vai ser derrubado em sua cabeça, pois a montagem perde o metrônomo e se arrasta em alguns pontos cruciais da história.

O Interessante e o importante no novo filme sobre Robin é que temos menos fantasia e mais homem. Podemos aceitar que sim, é possível que ele tenha existido. O mesmo que aconteceu quando “King Arthur” foi lançado. E assim, você quer ir ao cinema, sozinho, de galera ou acompanhado, é sim uma boa opção. Não esqueça a pipoca, chocolate e afins.

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