Areias para Príncipe Nenhum Botar defeito.


Em Cartaz

por Caroline Araújo

A leva de filmes de HQ’s, Gamers e afins ganha a cada alvorecer, novos espécimes para apreciação dos espectadores ávidos desse segmento. Como não deixar de fugir a regra, mas um ícone gamer ganhou espaço na celulose fílmica do momento. Trata-se de “Prince of Persia: The Sands of TimePríncipe da Persia: As Areias do Tempo”- (2010) dirigido por Mike Newell e produzido pelo bam bam bam super mega american producer Jerry Bruckheimer responsávelentre outras coisas, pelo seriado LOST.  

Temos um exemplo mais que claro de que, não importa o conteúdo, escolas cinematográficas e fidelidade a origem (neste caso um jogo de Vídeo game do mesmo nome), importa as porradas, safanões, cenas melosamente entediantes, muita areia, e o dinheiro no bolso, apenas.

Efeitos demasiados que chegam a tirar um certo equilíbrio que é necessário para que tenha uma identificação de possível verossimilhança e daí, ter-se então a magia do cinema. Nesse quesito ZERO para o filme em questão. Uma boa e madura fotografia, que não foi bem explorada, muito menos enaltecida. O roteiro extremamente capenga, com muitas auto-explicações DESNECESSÀRIAS!!!!! Parecia aula de telecurso quando Dastan vai ligando “os pontos” que estão mais do que na cara, e vai repetindo o que nós já pescamos e que poderia ter sido deixado no universo subjetivo, até para dar uma ajudada e quem sabe, salvado o filme, porém, a direção foi ao contrário. Totalmente.

Bons atores pessimamente dirigidos. Jake Gyllenhaal, está perfeito enquanto caracterização como o tal príncipe do título e em muitos momentos a interpretação dele e o jeitinho canalhinha ajudam, mas uma andorinha sozinha não faz verão. Ben Kinsgley e Alfred Molina estão ótimos, suas aparições são pontuais e muito precisas, mas falta tecido para que possam ter mais substância ( cadê a droga do roteiro hein¿)

Gema Arterton que interpreta a princesa Tâmina esta chata pacas. Sim, ela esta linda, é gostosona, par perfeito, belíssima para compor cena com Jake, mas suas ações encalham e ela não convence. Aquele olhar perdido, sai pra lá.

Enquanto o filme passava, eu ia lembrando, dos cenários no jogo, lembrando os comandos, e a caracterização dos inimigos e isso foi bastante fidedigno a fonte de inspiração, mas o mérito do filme para por ai. Claro, e de nos brindar com Gyllenhaal com aqueles bíceps e olhos esfuziantes.Ah, sim e o monte de areia, em tufões, redemoinhos, dunas, tempestades.. areia para nunca mais acabar!

Se por algum acaso não tem mais nada no cinema que te apeteça, compre o ticket. Mas recomendo esperar o lançamento em DVD ou estréia no canal a cabo ou Tv aberta. É mais barato e você pode até desligar quando não agüentar mais.

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