Top More Than 10 – parte III


Sessão Recomento

A sensibilidade da Guerra

por Caroline Araújo

São por conta de filmes como este que damos graças a Deus às pessoas criativas e sensíveis. Geralmente quando comentamos que assistimos um documentário, a imagem que se faz na mente é daquela infinidade de depoimentos sobre o assunto central do filme, “cabeças falantes” como alguns dizem, com algumas imagens de arquivos, ou imagens do cotidiano do assunto, em fim, jeitão padrão mesmo de documentar.

Acredito que a grande sacada é você documentar utilizando as infindáveis técnicas estéticas e cinematográficas existentes hoje exatamente para proporcionar um maior entrosamento com o espectador e também, uma certa fidelização do mesmo. O grande papel dos documentários são figurarem como ferramentas educacionais, mas não credite a este titulo o pensamento escolástico. Não. Falo aqui de educação no que tange o cerne da linha que alinhava educação e cultura, sendo ela a linha condutora inclusive de várias transformações e ações sociais e até, melhora de qualidade de vida.

Pois bem, discussões dialéticas a parte, voltemos ao filme. “Walts Im Bashir – Valsa com Bashir”(2008) dirigido por Ari Folman é um filme Israelense. Denso, tenso, extremamente atual, esteticamente cosmopolita e acidamente sensível. Filmes e mais filmes sobre as guerras travadas no oriente médio amontoam-se ano após ano. A grande habilidade de quem propõem-se a fazer um filme que fale sobre isso, é inovar e encontrar o prisma certo.

Ari Folman foi feliz em suas escolhas de prisma. A história central do filme é a busca de Folman, veterano de guerra, em recuperar suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shalita durante a Guerra do Líbano de 1982. De forma sensível, a película retrata o envolvimento do Estado de Israel, resgatando a participação dos pequenos soldados que lutaram esse confronto.

Uma trilha sonora, bacana, que nos transporta a uma melancólica sensação de passado vivido ( porém não vivemos aquela realidade), um traço animado que consegue exprimir a dureza dos acontecimentos que cercam nosso personagem, e uma montagem quebrada, que acaba com a cadência nos momentos necessários, transformando os relatos documentais, em uma narrativa cada vez mais interessante.

“Walts Im Bashir”foi lançado durante o Festival de Cannes de 2008 sendo ovacionado. Abocanhou inúmeros prêmios ao redor do Globo, incluindo o Oscar de melhor Filme estrangeiro de 2009. O mérito maior, é voltar a atenção do mundo para o Homem e sua eterna batalha em guerrear. Independente de fronteiras.

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