Amigo Estou aqui.


Em cartaz nos cinemas

por Caroline Araújo

Tenho uma receita para vocês. Pegue Lee Unkrich, Randy Newman, Michael Arndt e Andrew Staton e coloque-os juntos em uma estação de trabalho. Municie-os com bons desenhistas, artes finalistas, iluminadores, modeladores e um equipamento tipo N.A.S.A. Deixe-os lá. Não importa o tempo. Quando abrirem a portinhola de saída terão em mãos algo que com absoluta certeza vai conseguir mortificar você. Mas aqui emprego a palavra mortificar com uma conotação positiva. Eles terão realizados juntos algo fantástico. Bem já o fizeram.

“Toy Story 3”(2010) que aportou nas salas de cinema ao redor do globo, é lindo. Magicamente belo. Encantadoramente humano. Sob a direção competentíssima de Lee Unkrich( Procurando Nemo), conta com uma trilha sonora precisa de Randy Newman (Monstros S.A) que embala o Roteiro sensível de Michael Arndt (Pequena Miss Sunshine) e Andrew Staton (Wall – E).

 

Novamente os brinquedos mais agitados voltam à cidade. Em uma odisséia na busca pelo carinho de seu antigo dono, ou até mesmo, na busca de um novo dono. Recheado de piadinhas, e com certeza, sacadas mais adultas, “Toy Story 3” não é uma continuação do clássico filme de animação lançado na virada do século. Ele é mais que isso.

Aliás, existe atualmente uma tendência muito bacana nos roteiros que ganham formato de animação. Não são filmes infantis como muitos classificam. São filmes muitas vezes mais adultos. “Toy Story 3” assim como Up ou Wall-E são grandes exemplos.

O Mote principal é a questão de como lidamos com as mudanças e com as perdas que são acarretadas por essas mudanças. Será que estamos preparados¿ quando devemos mudar nosso foco e entender que outro caminho necessita ser tomado para continuarmos nossas próprias histórias ou missões¿ As relações humanas, sociais. Amizade. Qual o real peso dessa palavra¿ O que é SER ou TER amigo hoje em dia¿ com quem contar¿ Você tem¿ Eu tenho¿

Pela ótica de uma trupe de brinquedos decididos todas essas perguntas são levantadas e respondidas de forma doce, e ao mesmo tempo áspera, com aquele brilho pueril eterno de criança. Não existe vergonha em sair do cinema com os olhos marejados, ou com alguns lencinhos na mão. Eu confesso que sai.

Embora estejam nos cinemas disponíveis em salas 3D, os óculos dimensionais não extraem nada acima do que podemos ver na versão normal. Só achei muito escura a tela, mas acredito que era um problema de projeção. Não se fazem mais protecionistas como antigamente.

Sem sombra de dúvidas aposto nessa película para Oscar de Animação 2011. Esperemos outros concorrentes.

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