No meio do caminho, em alguns momentos, sempre TEM uma pedra.


Sessão Desrecomendo

Por Caroline Araújo

 Existem filmes que muitas vezes lemos inúmeras resenhas e criticas cheias de controversas e pontos abertos e instintivamente temos um desejo inconsciente de saber se essas opiniões fazem jus ou não ao cerne do produto. A arte de escolher um filme para relaxar na tarde domingueira de inverno, não é fácil. E entre alguns títulos a mão, filmes para rever, filmes para estrear , respirei fundo e no uni duni tê escolhi um que a algum tempo estava guardado na geladeira do será¿.. e deveria deixá-lo lá por mais uma era.

“The Fountain – A Árvore da Vida” (2006) dirigido pelo inteligentíssimo Darren Aronofsky é um tropeço absurdo na filmografia deste diretor que tão claramente sabe (ou sabia) para qual ponto guia o espectador. É só olhar na filmografia dele. Aronofsky assina o instigante “Pi” , o sufocante “Requiém para um sonho” e o soco na cara e chute na porta “The Wrestler” que trouxe luz para o talento de Mikey Rourke.

“The Fountain” é minimalista por demais. Um roteiro arrastado onde 3 histórias interpretadas pelos mesmos atores em papéis que supostamente seria complementares em cada uma das histórias pois, elas estão diretamente conectadas (isso na cabeça de quem escreveu esta claro), não conseguem ter um limite claro entre realidade e ficção, deixando com que fiquemos em um bote a deriva no mar aberto.

Rachel Weizs e Hugh Jackman por mais que se esforcem (e tenha certeza eles se esforçam muito) não seguram a película nem aqui nem na Cochinchina.

A banda sonora do filme é intensa e merece destaque. Alguns efeitos especiais são interessantes. Mas nem mesmo a montagem “Hip Hop Montagem” que é a especialidade de Darren está na medida, conectada, ou seja, lá o que com o filme feito. A meu ver, foi como se o diretor quisesse abraçar o mundo colocando todos os conteúdos possíveis e imagináveis dentro desse abraço. Acontece que nessas situações alguma coisa sempre fica de fora. Na realidade o filme em si é uma ode ao amor eterno, que transpassa eras e vidas, porém, muito mal ajambrado.

Neste caso, o bom senso, uma boa direção e um bom roteiro ficaram bem de fora desse abraço.

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