O Terrível Ataque do Sr. Noite…..aghhhhhhhhhh!!!!!!!!


em cartaz

por Caroline Araújo

Tempo. Invisível métrica de realidade que rege o dia a dia da humanidade. Somos tanto reféns quanto controladores do TEMPO desde os primórdios. E assim, não todos, mas um grupo seleto de seres humanos compreende a essência de se valorizar o tempo em todos os níveis. E um GRANDE grupo de indivíduos faz parte dos que gastam esse intangível ser (sim podemos conotar TEMPO com um ser, Onipresente, Onisciente…) de uma forma irresponsável e finita. Sim, em um dado momento o TEMPO também acaba.

 E quando nos deparamos com um representante desse grupo de despreparados “temporalmente”, nunca almejamos tanto para que nosso objeto principal passe tão rápido.

Neste último fim de semana catapultei definitivamente a estrela decadente do diretor Mr. Night Shyamalan. Digo isso, porque, durante estes anos todos mantive uma pesquisa afinco para tentar, digo TENTAR, compreender as engrenagens que movem a imaginação desse homem e que o fazem realizar filmes. Ou melhor, as engrenagens que o fazem conseguir investidores que abrem seus cofres e permitem que este diretor ANIQUILE seus projetos.

 Cheguei a seguinte conclusão: Senhor noite É uma estrela cadente (decadente). Assim como as estrelas ele teve um ápice em sua carreira meteórica com o mais que acertado pulso tanto na direção quanto na criação do roteiro de “Sexto Sentido”, mas foi tão cedo, tão cedo, que aproveitar esse momento foi algo que o TEMPO não permitiu. Por que? Ora, simplesmente após este filme, paulatinamente um filme após outro, Senhor Noite desconstruía o que havia conseguido com “Sexto Sentido” e mostrava ao mundo que não passa de poeira cósmica mais ou menos ajambrada.

 

E não é diferente o que ele faz com “O último Mestre do Ar”, filme em cartaz na maioria dos cinemas.  Mr. Night não só aniquila o roteiro como consegue empobrecer vertiginosamente toda a grandiosidade da história em si, total falta de respeito para com a série de animação que dá origem ao projeto fílmico em questão: AVATAR.

 Shyamalan havia dado várias entrevista na qual afirmava que não era uma adaptação de AVATAR, mas a sua visão, sua própria trilogia adaptada da história em questão. E fazia isso, da mesma forma que Peter Jackson havia feito com “The Lord Of the Rings”. Acredito que ai, Tolken revirou no túmulo algumas vezes. Total Blasfêmia.

 

“O Último Mestre do Ar” é terrível. Mau feito o pica- pau se me permitem a expressão. Uma ópera de péssimas interpretações. Não existe nenhum super astro. E daí? Super astro não é sinônimo de filmes estupendos. Porém, os atores que entraram nessa barca furada são ou eram bons. Com filmografias interessantes, mas que, deixam de serem relembradas no simples fato de encararem personagens que estão tão pessimamente construídos, quanto direcionados.

 

Shoun Taub que interperta Iroh é o único que consegue sobressair ao rídiculo direcionamento de cena. Só ele. Noah Ringer interpret de Aang, nosso AVATAR, esta à deriva em suas expressões inexpressivas. Dav Patel é praticamente um pastel sem recheio sepultando a grandiosidade de seu personagem, o príncipe ZUKO. Ai você pensa: Não é uma história assim tão difícil. Existe um mundo onde existem 4 tribos que coexistem. Cada tribo domina um dos 4 elementos. Isso trás equilíbrio a vida e é mantido por conta da encarnação do AVATAR; único ser capaz de dominar os 4 elementos. Como em todas as histórias de o bem vence o mal e espanta o temporal, uma das tribos, neste caso a Nação do Fogo, sobrepuja as demais para mostrar seu poderio. E para conseguir sucesso, defenestra a nação do AR que seria o berço do próximo AVATAR e intimida e humilha as nações da ÁGUA e TERRA. O que acontece?  Logicamente os fracos e oprimidos se rebelam quando percebem que o AVATAR não morreu, então visualizam a luz no fim do túnel da esperança e vão à luta. Basicamente é isso.

 

O que acontece é que Senhor Noite parece ter surtado ao fazer direção, roteiro, produção desta película. O que torna mais complicada qualquer defesa de seu trabalho. Ele conseguiu sim fazer uma ambientação visual meia boca, o que eu julgo ser um mérito dentro desse submarino em declínio. Depois do ultimo fiasco filmográfico sob sua direção – FIM Dos TEMPOS, este projeto apontava como sua ultima oportunidade de redenção e recuperação do prestígio que havia conseguido com Sexto Sentido. Ledo engano. Shyamalan falhou miseravelmente nesta tentativa.

 Diálogos precários, atores pessimamente trabalhados, aniquilamento da história original, roteiro capenga e ainda por cima nada em 3D com a publicidade de estréia do filme TODA voltada para 3D.  Com certeza este artigo é mais um para engrossar os 95% de críticas negativas que “ O Último Mestre do Ar” recebeu ao redor do globo. Críticas estas que o diretor estadunidense com ascendência indiana disse ter recebido porque seu filme possui “uma sensibilidade européia” que é incompreendida pela massa acostumada com o estilo hollywoodiano. Sensibilidade européia?? Ele é pior que Mr. Bean!!!! Quanto mais tenta se defender, mais se afunda!!

 

Quantos níveis de sonho esse cara desceu¿ Alô Nolan, chama ele para realidade!!!! Nem Ed Wood considerado o pior diretor de cinema de todos os tempos era tão ruim. Ele era ruim porque eram tosco seus trabalhos, mas até ai, era genial. Agora Mr. Night Shyamalan é quase Uwe Boll. Só falta chamar os críticos para uma surra de boxe. Mas acho que ele não tem colhões para isso. Também, o que esperar de alguém chamado noite…..

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