Corujinhas e Corujões com 3D que vale a pena!


Em cartaz

por Caroline Araújo

A eterna fonte de inspiração grega das sagas épicas, heróis destemidos, guerras travadas, a paz tão almejada e reis “alvos” e bons de coração foi absolutamente o cruzeiro do sul para John Orloff (O preço da Coragem) e John Colle (Mestre dos Mares) desenvolverem a adaptação da série de livros infantis de Kathryn Lasky. E coube a Zack Snyder (300 e Watchmem) segurar a batuta da direção. Com isso temos em cartaz uma das melhores direções de arte em animações dos últimos tempos.

“The Legend of the Guardians: The Owls of Ga’Hoole, – A Lenda dos Guardiões”( 2010) dirigido por Snyder é o mais novo filme infanto – juvenil do momento, porém, ele esta mais para juvenil adulto do que infantil.

A produtora Animal Logic responsável pela animação de ponta magnificamente feita para este filme esta mais que de parabéns. Cada peninha das corujas parece ter vida própria. Movem-se desalinhadamente com o roçar ou o vento. As expressões faciais e acima disso, a mudança de olhar das corujas é algo assim, LINDO! Impressionante e estupendo. Ponto no placar.

A estrutura do roteiro esta bem amarrada. Desde o momento que sentamos na poltrona esperamos a tão verborragicamente referida batalha entre as corujas e ela acontece com um jogo de câmera de tirar o fôlego. Meu, que isso, ô loco! A trilha sonora bem acabada e uma fotografia aquarelada com um céu cor de baunilha digna de Degas ou Renoir. E o nosso Coruja Yoda de plantão Ezylryb¿ Em alguns momentos temos boas doses de Star Wars , Harry potter, Happy Feet  e Up misturados para gerar bons diálogos e boas ações seqüentes.

Assim como um bom épico que se preze, temos os moçinhos e vilões, os guerreiros e invejosos, os mestres e discípulos, os sacrifícios e as vitórias. Soren é o personagem principal. Uma corujinha “fofolet” que adora ouvir as histórias das grandes batalhas da antiguidade das corujas. Ele é tão doce e inocente que não percebe a inveja e o ciúme de seu irmão Clute que só cresce e intensifica.

Isso é o ponto de partida para mergulhar nessa história tão ricamente contada. Entretanto, falta o humor típico de filmes feitos ao público intanto-juvenil. Sobram cenas bem boladas, seqüência minuciosamente arquitetadas, planos violentos e ferozes, e falta, emoções fortes e mais inocência para fechar com gol de placa.

Nós adultos entendemos do inicio ao fim e gostamos. Temos um balé visual belo a frente. Agora nossos sobrinhos, filhos e afilhados poderão sair do cinema um tanto desapontados. Atribuo a isso o fato de Snyder ter feito a direção à distancia. Animal Logic é da Austrália enquanto o diretor acompanhava tudo do Canadá onde rodava seu próximo longa.

Fora essa distancia territorial, temos a distancia de gosto. Vemos e muito os gostos pessoais de Snyder na tela. Não seria problema, se ele estivesse fazendo um filme para adolescentes.

O que fica é uma sensação de que fizeram um tremendo filme bacana para determinado público, mas na hora de vender  ofereceram à outro e ai, gerou algo desconexo para o projeto.

De qualquer maneira “A lenda dos Guardiões” é uma ótima pedida para um filme em família ou em amigos. Entretenimento puro e simples com 3D que vale os centavos do ingresso!. E passe a régua.

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