Quando um diretor se esquece


Em cartaz

opinião

por Caroline Araújo

Quando fui ao cinema para conferir a tão falada “química” entre Anne Hathway e Jake Gyllenhaal realmente esperava assistir uma boa comédia romântica a lá “Sobre Ontem a Noite” de 1986 com Rob Lowe e Demi Moore e que marcou a estréia de Edward Zwick no universo da direção cinematográfica. Infelizmente sai com a impressão de ter assistido a um romance dramático com um final piegas que podia sim, ter sido melhor dirigido.

“Love and Other Drugs – Amor e Outras Drogas” (2010) marca a volta de Edward ao gênero no qual começou a carreira e também marca a nova dobradinha Anne\ Jake que já havia feito bastante sucesso em “Brokeback Mountain”.

O filme é baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, de Jamie Reidy e sua história se passa no fim dos anos 90 pouco antes da descoberta do VIAGRA. A película fala de Jamie (Gyllenhaal), um sujeito simpático, carismático e totalmente “galinha” que consegue um emprego como representante dos laboratórios Pfizer.

É como vendedor de remédios que ele terá de usar e abusar de todo o seu charme para convencer não somente os médicos a comprarem seus produtos, como também suas secretárias e enfermeiras, para que elas permitam a aproximação com os sempre ocupados doutores/clientes. Pelo caminho, o ambicioso vendedor conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma bela e atraente mulher prematuramente enclausurada no tratamento de mal de Parkinson.

O paralelo tecido na história, onde uma doença como Parkinson não consegue chegar à sua cura mas na outra ponta a libido esta salva com a invenção do VIAGRA é algo que chama a tenção sem ser panfletário. A ambientação fim do século passado ficou aquém. Fora as camisas xadrez usadas por Maggie e o Pager de Jake, faltou o espírito grunge verdadeiro que dominou aquela década.

O dueto dos protagonistas foi belo. Dois atores, atraentes, focados e dentro de seus personagens. O filme inteiro esta nos ombros deles, mas infelizmente faltou a inspiração certa para Edward fechar essa narrativa. Algumas câmeras desconexas, uma trilha sonora que não comunga e atores coadjuvantes que não dão o suporte dramático para que o filme seja completo e não apenas os olhos lacrimejantes de Maggie. Ponto fora. Uma pena.

Bons elementos disponíveis, bom entrosamento e uma historia interessante que podia ter ido além, e acabou morrendo nas arrebentações antes da praia. Mesmo assim vale a pena conferir pela boa interpretação de Anne e Jake. Sem mais inspirações. Vale lembrar que  Edward é responsável pela direção de “Lendas das paixão”, “o Ultimo samurai” e “Diamante de Sangue” entre outros épicos que marcam sua cinematografia. Mais uma vez, uma pena.Até eu perdi a inspiração deste post. O.0

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