A versatilidade de atuar em meio a pipocas de ET’s e patriotismo exacerbado




 

 Blockbuster em Cartaz

Por Caroline Araújo

A reafirmação da figura mítica do herói nas telas de cinema continua sendo utilizada para uma disseminação de políticas ideológicas que visam justificar e tornar menos refutáveis as práticas bélicas  na vida real. E como fazer isso¿ Nada mais heróico que termos um  sargento prestes a se aposentar, corajoso, mas que carrega a dor de batalhas sangrentas e, mesmo assim, acima de tudo, se entrega à vida militar de corpo e alma esquecendo a sua aposentadoria e reintegrando a tropa no maior combate da Terra.

Estamos falando de “Battle: Los Angeles- A Invasão do Mundo: Los Angeles”(2011) dirigido pelo sem criatividade Jonathan Liebesman que aportou nas salas brasileira na última sexta feira – 18 de março – e que vinha cheio de curiosidade por conta de seu principal trunfo: A TECNOLOGIA 4k.

Os cinemas atuais e as TV’s de alta definição possuem o sistema 2k. A SONY então desenvolveu o sistema SONY Cinema Digital 4k que produz imagens com 8.8 milhões de pixels, 4x mais que os atuais disponíveis no mercado o que o coloca como o mais moderno sistema de exibição cinematográfico\ televisivo da atualidade. Só mesmo carregando o ineditismo dessa tecnologia que “Battle: Los Angeles” merece os nossos olhinhos em suas seqüências.

O Inicio com um toque mais documental, apresentando os personagens para tentar ter uma maior empatia junto ao espectador, abusa de planos mais fechados, FLAIR’s fotográficos e câmeras na mão. Os personagens típicos estão ali, Comandante novo= merda vai acontecer. Mãe com barrigão = merda vai acontecer. Soldado virgem = merda vai acontecer com ele primeiro. Cabo amargurado com a perda do irmão em batalha = ele vai levar um sermão e vai enfiar o rabinho entre as pernas e vai sobreviver (LÓGICO) em meio a merda que esta acontecendo.

O inicio muito parecido com o excelente DISTRITO 9 rapidamente dá lugar à uma overdose de clichês melodramáticos que não conseguem convencer nem São Tomé;fazendo com que reste apenas as grandiosidades das batalhas e uma avalanche sonora ensurdecedora ( eu quase sai surda da sala).

A história conta um belo dia onde uma nuvem de meteoros atingiria a TERRA. Acontece que são alienígenas que vem dizimar nossa civilização na tentativa de tomar o planeta. E logicamente quem é que vai bater de frente com os bichões gosmentos¿ Os Fuzileiros Americanos! O roteiro é um fracasso e a direção pior ainda. E uma das poucas coisas que salvam fora a tecnologia e os efeitos especiais condizentes com a linha narrativa é a versatilidade de Aaron Eckhart.

Eckhart dá vida ao sargento Michael Nantz e ele convence com uma explosão de testosterona. Os olhos azuis estão mais esfuziantes que nunca. A versatilidade de Aaron consegue emprestar um pouco de confiabilidade à película. Tirando Eckhart eu nem sei o que seria, ou melhor o que não seria. Não vou nem esmiuçar os erros grotescos de continuidade!!!!!

“Battler: Los Angeles” pode ser sua escolha para ver a tecnologia 4k regado à muita pipoca e ficar tirando sarro dos Et’s que aparecem – caso os ache engraçados. Ou se você quiser se sentir dentro de um jogo de CS contra extraterrestres. Senão, guarde seu dinheiro e espere sair na TV aberta.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s