O Capitão sem navio – O Inexorável Jack Sparrow


Em cartaz

por Caroline Araújo

Verdade seja dita: Jack Sparrow já entrou para a galeria dos personagens mais memoráveis do cinema mundial. E  definitivamente, não é apenas a riqueza interpretativa que o personagem propícia a seu ator, mas também o talento inerente de Johnny Depp em dar vida à sujeitos caricatos, esdrúxulos e singulares.

“Pirates Of the Caribbean : On Stranger Tides – Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011)
é o quarto filme da sequencia do capitão pirata mais avesso e irrefreável da história. Dirigido por Rob Marshall (Chicago,
Nine)
partimos de uma sequencia inicial extremamente competente e bem coreografada, onde a genialidade da improvisação do Capitão Sparrow fala mais alto. Diferente dos outros três filmes anteriores, onde além de Jack tínhamos o casal Elizabeth (Keira Knightley) e Will Turner (Orlando Bloon) com trio principal de atuação, este filme é totalmente Jack presente em pelo menos 85% das cenas.

Alguns personagens anteriores estão de volta como o sempre vingativo Barbosa de Geoffrey Rush e o braço direito de Jack, Mestre Gibbis. A grande aventura desta vez é a busca pela Fonte da Juventude, onde pelo caminho nossos aventureiros encontrarão sereias e o terrível Pirata Barba Negra (Ian McShane).

O papel feminino principal coube a Penélope Cruz que interpreta Angelica, antigo amor de Jack e filha de Barba Negra. Penélope trás mais sabor ao filme ( bem mais que a esquálida Keira), porém a meu ver, o tempero não chegou ao ponto certo.

A história é interessante, engraçada e feita para Johnny deitar e rolar ( o que ele faz com maestria), contudo, quando o filme chega ao meio ele perde um pouco o folego, torna-se lento e um tanto enfadonho. A fotografia como sempre mata a pau, da mesma forma que a impecável direção de arte.

“Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas” cumpre de forma correta o objetivo de reiniciar as aventuras de Jack Sparrow, inserindo novos personagens em sua cronologia. Entretanto, a falta de algo realmente novo deixa a sensação de ser tudo mais do mesmo, apesar de bem feito. Vale o ingresso e este é um dos poucos filmes desta temporada que o 3D vale a pena!

Os:E é sempre bommmm ouvir a trilha musical!

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