Como Nascem os HERÓIS.


Em cartaz

Opinião

por Caroline Araújo

Existe um belo tabuleiro de xadrez à frente. Uma a uma foram sendo inseridas as peças para que de fato, o jogo pudesse acontecer. Depois de uma crescente, com todas as peças no tabuleiro muito bem posicionadas, só faltava introduzir o rei. Mas essa introdução precisava vir carregada de verossimilhança, pois não se trata apenas de um rei como outros, mas sim do primeiro super – herói do reino MARVEL.  A ambientação na Segunda Guerra Mundial dá ao filme uma a história que nos será contada de uma forma que até então só havia sido vista nos filmes do estúdio em Homem de Ferro. Com esses elementos, o diretor Joe Johnston(Rocketeer e Lobisomen) pôde explorar como se deve a história de Steve Rogers: centrando-a na jornada do personagem e seus aliados próximos.

The First Avenger: Captain America – Capitão América: O primeiro Vingador” (2011) dirigido por Johnston aportou nos cinemas brasileiros recentemente e tem, arrancado não só elogios da critica, mas principalmente dos fãs. A adaptação dos quadrinhos criados por Joe Simon e Jack Kirby em 1941 funciona mais como uma aventura inspirada nos clássicos de Steven Spielberg do que um filme de super-herói convencional, e não seria diferente já que Joe pode ser considerado um “pupilo de Spielberg e George Lucas”, com os quais iniciou sua carreira no cinema.

Chris Evans realiza aqui seu melhor trabalho e afugenta qualquer dúvida sobre a sua capacidade de atuação. Evans abraça
a oportunidade de viver o ícone da Marvel com maturidade. A tecnologia de “O Curioso Caso de Benjamin Button, que deixou o ator franzino para o papel, é irretocável e surpreendente – e mesmo depois que o personagem passa por seu aprimoramento físico, com o soro do Super soldado, é o Steve Rogers corajoso e humilde que esta ali. Seu trabalho é especialmente apreciado na excelente sequência dos Bônus de Guerra, em que o herói é usado como garoto-propaganda para financiar a participação dos EUA no conflito e que ilustra, acima de tudo, o alicerçamento da indústria bélica americana como algo
positivo no imaginário de seu povo.

Joe Johnston conseguiu extrair de todos os atores e do roteiro, partes iguais de charme e aventura no estilo pulp (como a série Indiana Jones) para todos os gostos, mas sem esquecer-se dos fãs ardorosos da MARVEL. Para todos os não fãs, Johnston fez
um filme de fácil digestão, quase uma sessão da tarde mais requintada e com bons efeitos especiais. É um típico feel good movie onde Johnston largou, aqui e ali, elementos importantes de todo o histórico MARVEL, como um aceno a um famoso herói que também lutou na Segunda Guerra ao lado do Capitão dos quadrinhos (pisque e você perde) e uma divertida brincadeira com o visual um tanto ridículo do Dr. Arnim Zola dos quadrinhos.

The First Avenger: Captain America – Capitão América: O primeiro Vingador” mantém sua estrutura e integridade, com bom desenvolvimento de personagens, ainda que, no melhor estilo pulp, eles sejam rasos como um pires. Após receber o Soro do super soldado, Steve Rogers presencia o assassinato Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci), o único cara que realmente acreditou nele e lhe deu a chance de entrar no exército. Sem pestanejar, o homem trincado que até alguns minutos atrás era franzino feito um galho seco, sai em disparada na cola de um dos informantes da HIDRA – Divisão Nazista de experimentos comandados por Johann Schimidt, o temível Caveira Vermelha (Hugo Weaving) para tentar detê-lo.

Rogers não se dá conta, de que salta, corre, salva crianças, mergulha e usa até a porta de um carro com o símbolo de uma estrela ( pela primeira vez) movido pelo sentimento\ reação de justiça ao feito anterior. De uma forma natural e fluida, nasce um herói. O Primeiro, e talvez
o mais humano de todos.

Tommy Lee Jones, cujo General Chester Phillips é responsável pelos pouquíssimos – e muito bem colocado – alívios cômicos é uma mostra de que boa atuação independe do gênero fílmico. Ela esta no DNA dos atores.

O quase romance de Rogers com Peggy Carter(Hayley Atwell) é um momento bonito. Um romance que quase não existe hoje, mas que muitos se identificam com os envolvidos.

Considerado um dos mais difíceis filmes da MARVEL pelo sentimento anti-americano mundial da atualidade,o filme consegue desviar-se desse tema delicado apresentar com sucesso o personagem e também amarrá-lo aos demais heróis de forma primorosa, privilegiando o próprio desenvolvimento de Steve Rogers, acima de qualquer possibilidade de filmes de franquias. O pai de Tony Stark, Howard Stark (Dominic Cooper) nos da o ar da graça, e essa linha trançada de maneira sutil, sem forçar barra, foi ótima para a concepção do grande projeto da MARVEL de 2012: OS VINGADORES.

De todas as formas, jogadas foram feitas, e casas foram sendo ganhas a cada lançamento MARVEL no mercado. Eis que chegamos ao ponto onde, fãs ou não, mais almejam. E se a MARVEL não podia se dar ao luxo de errar a mão em seus próprios personagens, deste ponto para o futuro isso nem ao menos é cogitado. Quem mandou, fazer tão bem¿

Avante Vingadores!!  #vingadores2012

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