Problemas com o Chefe?


Em cartaz

por Caroline Araújo

Quando li as primeiras notas sobre o novo filme de Seth Gordon,inevitavelmente fui  parar no fim dos anos 90  onde uma comédia deliciosa para quem conhece um pouco do mundo corporativo moderno fora lançada na época “Office Space – Como Enlouquecer seu chefe”(1999). Mas não apenas por conta do título ter alguma semelhança, mas também pela presença da mesma atriz, Jennifer Aniston. Em fim, esse dois fatores foram os principais que me levaram a encarar quase duas horas de
projeção sem fazer nenhuma pesquisa prévia de criticas sobre a película em questão.

 

Tenho que admitir que Seth fez um filme bacaninha, que gruda o espectador na cadeira e que não lhe permite perceber a passagem de tempo. A relativa não previsibilidade do roteiro de Michael Markowitz, um veterano escritor de episódios para seriados, é um ponto forte e crucial para o bom andamento da história e que, se o próprio Seth não tivesse dando uma rajada de tiros no próprio pé, teria conseguido um ótimo lugar ao sol e não ter morrido na praia como de fato aconteceu. Histórias com 3
amigos é mega recorrente no mundo do cinema. Recentemente vimos o bom “The Hangover” que veio como quem não quer nada e mostrou serviço de gente grande.

 

Então voltemos. Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day, possuem todas as justificativas completamente aceitáveis e plenamente passíveis de realização para o crime em questão. “Horrible Bosses – Quero matar meu Chefe”(2011) sob a batuta de Gordon, possuía um time de atores coadjuvantes de peso – Kevin Spacey, Colin Farrell, Jennifer Aniston e Jamie Fox – , três atores principais carismáticos e com interpretações honestas. Um ótimo roteirista. Mas ele em sim, como diretor, foi um  tiquinho”
piegas.

 

É verdade que não se esbarra todo dia com chefes tão malignos. As possibilidades são muitas quando o assunto é conviver com alguém que oferece, diariamente, todas as chances para o crescimento – ou decadência – profissional de um subordinado na hierarquia  interna de uma empresa. E justamente esse universo tão rico, e que na comédia que citei inicialmente de 1999 foi tão habilmente trabalhado, no nosso filme em  questão, foi deixado em terceiro plano. Uma lástima. Caso optasse por desenvolver melhor e em mais tempo as situações vividas entre as paredes dos escritórios, com a tensão características das relações desiguais entre cargos de comando e subordinados, o resultado final de “Quero Matar Meu Chefe” seria superior.

 

Mas parece que Seth sofre da “síndrome do correr com a história” que tem feito muito diretores vitimas de trapalhadas  ultimamente. De qualquer  forma, o filme vale o ingresso, vale boas piadas e a possibilidade de você se desconectar do mundo durante 2 horinhas para rir. Embora, não vá deixar em você nenhuma marca que o faça assistir novamente.

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