O levante de um líder.


Em cartaz

por Caroline Araújo

 

“Dai a Cesar o que é de Cesar.” A obra original deste franchise(com Charlton Heston a encabeçar o elenco) estreou no longínquo ano de 1968 e depressa se tornou uma obra de culto. Anos depois, ganhou algumas refilmagens que apenas atolaram a pilha de filmes risíveis. Agora ao invés de remake ou sequencia, mais um episódio, ou melhor, o inicio de tudo , aporta nas telas ao redor do globo.

“Prequelas” possuem um sentimento de fatalismo que de certa forma, jogam sobre elas um “blush” interessantes. Como o espectador já conhece o que se vai passar no futuro, ele observa todos os acontecimentos com outros olhos, sendo cumplice entre a tela e a audiência, elevando as qualidades da obra em questão e encobrindo os seus defeitos, claro.

De qualquer maneira “Rise of the Planet of the Apes – A Origem do Planeta dos Macacos” (2011) trama dirigida por Rupert Wyatt e escrita por Amanda Silver e Rick Jaffa que nos joga dentro da saga de um planeta Terra sem homens, dominado por macacos, sendo uma “Prequela”, obvisamente não sairia ilesa de defeitos. Porém, sua amalgama com o público foi tão bem feita, que estes por menores passam, quase sem incomodar.

A história coloca o foco em Will Rodman (James Franco) um cientista que tenta encontrar uma cura para o Alzheimer, doença esta que afecta o seu pai (John Lithgow). Ele está a desenvolver o produto Alz – 112, e começa os testes em chimpanzés.  Mesmo
tendo dados extraordinários positivamente falando com os testes símios, um incidente ocorre que faz com que o projeto seja posto de lado, para desagrado de Will e os seus colaboradores. É ordenado o abate de todos os chimpanzés, mas Will, em segredo adota o chimpanzé Cesar (Andy Serkis), sem de longe sonhar que este seria o futuro líder da revolução dos macacos.

Primeiro ponto positivo: Andy Serkis proporciona-nos uma brilhante interpretação de Cesar, que deve mesmo ser sublinhada, pois faz o filme todo. Suas expressões, seus olhares. É muito intenso. Muito vivo! Até o clímax de seu personagem, que seria
o ultimo estágio para atestar sua incrível inteligência, é algo ferozmente denso em sua atuação.

 “Rise of the Planet of the Apes” não malhar muito para se afirmar como uma obra de entretenimento puro e eficaz.  É precisa. Competente. Acima de qualquer outra coisa, é uma aventura à boa maneira de Hollywood, com efeitos especiais de topo uma banda-sonora de Patrick Doyle empolgante, interpretações suficientemente seguras para prender o espectador à cadeira e um desenvolvimento narrativo fluido e entusiasmante, vários pontos de viradas e muitas pistas que fazem quem assisti ligar uma cena em um possível acontecimento futuro.

James Franco, esta bem. Não é nada demais, mas também não avacalha ( ao menos).No fim de contas, Rupert Wyatt tentou transmitir uma mensagem relevante, criticando o modo de ação do ser humano prepotente e refratando isso sobre o lado mais negro da engenharia genética. Os macacos digitais são surpreendentes e toda a ação é filmada com senso de sobriedade e crescente narrativo muito bem alinhavado.

Com um final, a lá “Eu sou a Lenda”, “Rise of the Planet of the Apes” preenche varias lacunas sobre essa história vanguardista, e eternamente atual. A final, sejam dominações dos macacos, maquinas ou ET’s, ao que parece a sombra negra da possível dizimação da raça humana, ainda é e será um fascínio ao homens por um bom tempo.

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