We are back! Começemos com “Graça”


Dica Vídeo Locadora

Por Caroline Araújo

 

Depois de um break de merecidas e almejadas férias, voltamos a ativa neste universo cinematográfico com foco numas das paixões nacionais dos brasileiros: FUTEBOL! E olha que eu já ouvi dizerem que é impossível que o cinema ou TV consiga realmente externar a emoção de uma partida desse esporte. Bem, nossa dica corrobora ao contrário.

“Gracie”(2007) dirigido  Davis Guggenheim (“uma Verdade Inconveniente”) por é baseado na história real e familiar de Andrew(“Melrose”) e Elizabeth Sue(“Despedida em Las Vegas”) que integram o elenco deste drama esportivo que se passa em 1978 em New Jersey dentro de uma família onde o Futebol é parte da alma deles. Inspirado na vida da própria dos Shue e inicialmente sobre o irmão mais velho de ambos Willian, capitão do time Columbia High School que ganhou o campeonato estadual de 1978, mas, acabou morrendo em uma acidente automobilístico em 1988, o filme de fato acabou sendo um mix da historia de Willian e da própria Elizabeth que tentou jogar futebol a partir dos 09 anos numa época onde o esporte era liberado apenas para meninos e mesmo assim ela lutou para entrar no time o que de fato conseguiu e permaneceu até os 13 anos. “Gracie” foi rodado, inclusive, na escola e na cidade onde Shue cresceu.

A premissa do filme é a seguinte: Gracie Bowen (Carly Schroeder) tem 15 anos e é a única menina numa família com três irmãos que vive na cidade de New Jersey. Toda a vida de sua família gira em torno do futebol: seu pai e seus três irmãos são obcecados pelo esporte que praticam todos os dias, de manhã até a noite. Mas uma tragédia inesperada muda a vida de Gracie quando seu irmão mais velho e único protetor, Johnny, estrela do time de futebol da faculdade, morre num acidente de automóvel.

Como forma a superar a perda do irmão, e também para encontrar a sua própria voz- uma vez que a própria ama o esporte mas nunca pode mostrar que ela SABE de fato jogar, até mais o que irmão falecido- Gracie então inicia uma luta pelo direito de todas as garotas jogarem em times de futebol competitivos, engajada por uma determinação de jamais abaixar a cabeça.

Filme doce e edificante, e apesar de bastante previsível, dá-nos um drama familiar que mostra verdades simples sobre a superação de obstáculos aparentemente impossíveis e te deixa com uma sensação de calor e muito gratificante, no fundo. É um sólido , a história de esperança e inspiração que nos lembra do que poderíamos chamar de “old-fashioned” valores sobre a perseverança e tornando seus sonhos realidade. Antiquado? De jeito nenhum, porém peca nos clichês óbvios de um filme esportivo\ dramático.

O elenco tem bom entrosamento, a fotografia é regular e executa bem sua função. Talvez o roteiro devesse dar menos voltas em alguns momentos, e em outros esticar, mas de uma maneira geral o filme funciona.  Dermont Mulroney como o pai de Gracie, pai este que não consegue exprimir um real sentimento pela família, não me convenceu tanto. Suas facetas estão mais para um faroeste meia boca, do que para um pai que sofre a perda de um filho, mas que encontra a força para continuar em  outro.

E a direção de Davis Guggenheim também pesa negativamente. Ele não ousou, quis fazer apenas a lição de casa. Quem sabe porque se tratava de algo tão em casa já que é marido de Elizabeth. Isso prova, que nem sempre o santo de casa consegue fazer milagre e abusa de clichês. Mas vale a conferida.

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