WARRIOR! Fight!! – Oscar 2012


Opinião

Por Caroline Araújo

Vamos juntar alguns elementos conhecidos. Pai, que em algum momento da vida decepcionou os filhos, fazendo-os crescer amargurados e cheios de dor. Filho mais novo revoltadaço, sumido há 14 anos, que volta exalando sangue nos olhos. Filho mais velho, mais centrado, porém não menos amargurado, luta diariamente para proporcionar amor e conforto a sua família, coisa que ele em si não teve. Esposa LOIRA, claro. Motivos de saúde que entulharam a família em dividas insolúveis. A sensação de culpa pela morte do companheiro fuzileiro. A dor da separação aprupta dos pais que marcou a vida de dois irmãos para sempre. Uma chance. ONE SHOUT only. E. 5 milhões de dólares. Quase me esqueci, acrescente luta. Muita luta.

“Warrior – Guerreiro”(2011) dirigido por Gavin O’Connor iguala-se aos bons “The Wrestler” e “Fighter”, cuja temática gira em torno das lutas de boxe e neste caso, MMA, e ganha uma espaço na calçada da fama de filmes que valem muito a pena. Gavin, conseguiu ultrapassar as expectativas, e promoveu um filme que fala, não de superação como os outros citados, mas, sobre o perdão.

Tommy Conlon – Tom Hardy, ex-marinheiro, volta para casa de seu pai, Paddy numa interpretação primorosa de Nick Nolte; e descobre que em breve terá uma luta de MMA onde o premio é de 5 milhões de dólares. Nenhum pouco afetivo, por escolhas do passado, Tommy, pede que seu pai assine como treinador para que ele possa competir.

Acontece que temos o segundo filho, Brendon – Joel Edgerton, um professor de física, e que assim como Tommy foi treinado pelo pai na infância e adolescência na luta greco – romana, e por uma reviravolta do destino, precisa recorrer as lutas para sustentar sua família.

E, obviamente, que nossos 3 personagens centrais, possuem muita dor de um passado, que nos é trazido a tona, paulatinamente e de uma forma que, o espectador, construam no seu próprio imaginário, a torcida por qualquer um dos irmãos em questão. E também com 15 minutos você ja sabe onde a historia vai parar. E não conseguira deixar de acompanhar até o fim.

Bem montado, bem dirigido. “Warrior” prende o espectador num mata leão asfixiante. Entender as motivações de cada personagem é fundamental para sentir com maior intensidade as lutas no Octógono. Um pai que abre mão dos filhos, um filho que abre mão da mãe, e o outro filho que aguentou tudo e mais um pouco o que podia suportar.

Nick Nolte esta muito bem.  Merecidamente sua indicação ao globo de ouro e ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante. Porém, não leva. O’Connor, consegui utilizar ingredientes manjados de uma forma bem sedimentada, criando momentos de tensão, e segurando o espectador pelo gogó. Literalmente. De qualquer forma, não só pelo deleite visual de Hardy sem camisa –fala sério!!!! – “Warrior” superou e muito as expectativas. Vale o ingresso.

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