FAMINTOS por boas Histórias


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 em cartaz

por Caroline Araújo

Primeiro, desculpe pelo hiato de postagens, mas tenho explicação. As publicações de artigos de mestrado e montagem dos seminários de qualificação colocavam-se a frente. Mas, agora que tudo volta ao lugar, escolhemos, digamos uma nova trilogia que ganha forma no mundo cinematográfico para opinarmos sobre.

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Adaptado do mais novo sucesso literário mundial escrito por Suzanne Collins, “THE HUNGER GAMES – Jogos Vorazes”, dirigido por Gary Ross (“Seabiscuti”) que assina junto a Collins o roteiro, o que talvez tenha sido um dos trunfos inteligentes do projeto, para não se tornar um novo “Crepúsculo” da vida. Mas o trunfo maior, sem dúvida foi escalar Jennifer Lawrence para dar vida a heroína da estória, Katniss Everdeen.

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A história se passa num futuro pós apocalíptico, onde os EUA não existem mais e em seu lugar ergueu-se PANEM, um estado nação governado pela tirânica CAPITAL, que por sua vez é circundada por doze paupérrimos distritos  de ondem operam num sistemas de metrópole e colônia. Em decorrência de eventos passados, onde os distritos ensaiaram um motim para assumir o controle, a CAPITAL governa com a mão de ferro, mostrando que os distritos estão a sua mercê. E para explicitar isso, anualmente promovem um reality show chamado “The Hunger Games”. Já viu onde isso vai dar.

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Lógico, que lá nos confins do distrito 12 (o último só para constar), um jovem (BONITA, mas mau cuidada) é praticamente o esteio da família destroçada após a morte do pai. Ela que dá forças a mãe depressiva, que buscar meios de alimentar a família, e principalmente cuidar da irmã mais nova. Como construção de um bom melodrama clássico, a estrutura narrativa, é precisa, e prende o espectador, mas eu avalio que ela vai além.

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A dicotomia de riqueza e pobreza abordada de forma “esquizofrênica” incomoda. Mas é para incomodar. Muitos vão achar loucura, civilizações que depois de tudo, fazem “oferendas” de pessoas vivas. Gente, quer mais oferenda que o continente africano inteiro, HOJE, viver cheio de insurgências de milícias¿ o resto do mundo assiste. Tal qual no universo de PANEM.

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A ideia de adolescentes a lutar uns contra os outros pela vida é por si só perturbante e capaz de alienar audiências. Mas Gary Ross realiza os Jogos da Fome de uma maneira que não implica a chacina sádica nem o aplauso desprovido de máxima. Discussões sobre autoridade, culto a celebridades, obediência e controle inevitavelmente remetem aos trabalhos de Foucault – Vigiar e Punir | Sociedade de Controle– são pontos chaves no filme em questão, isso me fez lembrar “The Truman Show”. Só lembrei.

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Jennifer Lawrence traz a Katniss um equilíbrio perfeito de fragilidade e determinação. Alias, essa garota arrebenta! (vou jogar confete) em “Inverno da Alma” ele extrapolou o filme, e mostra um profissionalismo exemplar, adentrando a pele de Katniss com naturalidade. Sentimos seus medos, aflições, raivas e sua INGENUIDADE.

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Não li o livro, confesso, que vou. Entrei na sala de cinema sem saber nada sobre o que iria assistir, e gostei. Porque, depois de exaltar um cinema mudo e uma publicidade exacerbada na volta a origem dos grandes estúdios, ver um filme de ação, cuja a personagem principal é FEMININA, com um arco e flecha na mão, determinada e com PRINCIPIOS, e sem apelação para explosões, nudez ou super astros, mostra que quem sabe, nem tudo esteja perdido.

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