MARVEL: COMO FAZER UM BLOCKBUSTER de Conteúdo- Lesson ONE.


Em cartaz

Por CAROLINE ARAÚJO

Após alguns longos e tenebrosos invernos; onde a nevasca vinda do norte cheia de wargs e outras criaturas referendavam que os parcos blockbusters que aportavam nas salpicadas telas tupiniquins, eram acima, de tudo malfadas histórias que perdiam o tesão na mesma proporção que trilogias vazias vindas das literaturas juvenis surgiam como fênix de esperança cinéfila ao redor do globo, eis que, como em um bom script de trabalho bem feito e não menos preciso, heróis chegam para salvar os mocinhos ( nós público) e mostrar com quantos sopapos se faz uma aventura!

Floreios a parte, como forma de descontração verbal, após o estarrecimento de fã (obvio) o novo trabalho do até então estreante diretor EM CINEMA “Joss Whedon “The Avengers – Os Vingadores”(2012) que emplacou nas salas de cinema e arrecadou mais de 200 milhões de dólares em um final de semana, roubando o posto do bruxinho de cicatriz como a bilheteria de estreia mais rentável de todos os tempos, é uma ode a boas histórias com ação, porrada e acima disso, CONTEÚDO de peso que segura a trama.

Você não vai entrar para assistir um filme desses esperando encontrar a resposta do universo. Então, culturets a parte, o que Whedon fez, e com muito profissionalismo, e respeito aos fãs, foi, criar uma atmosfera dramática, na qual os personagens pudessem dançar entre si, inspirados na verve comics que os criou, e dialogar com seu publico, permitindo 142 minutos de puro entretenimento.

A tarefa não era nem um pouco fácil, claro. Na era em que estamos, onde tudo converge, onde a leitura de HQ’s perdeu espaço para outras mídias, demorou um pouco, mas a MARVEL rapidamente entendeu que para ela mesma continuar a publicar suas revistas, precisava compreender como levar seus personagens tanto para os fãs, quanto para novos fãs, de uma forma instigante, e fidelizadora.

Obvio que ai entra a telona. Como alcance de massa, o cinema torna-se o veiculo condutor, e à MARVEL coube o papel de estar à frente de si mesma e passar a produzir seus filmes. O resultado disso é que, os trabalhos executados por ela são, sem sombra de dúvidas, um apanhado das melhores produções de filmes inspirados em HQ’s, já feitos, excluindo a nova série de BATMAN, porque Nolan tornou-a acima de qualquer mortal, então não entra na contagem.

Hulk, Thor, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro e Capitão América. A construção deste filme que chega agora nos cinemas, é uma mostra do que podemos denominar visão estratégica. Um trabalho de cirurgião iniciado com o primeiro filme da saga “Homem de ferro” e que ano passado mostrava as caras com dois lançamentos bombásticos “Thor” e “Capitão América”. Só que, outro ingrediente é responsável pelo sucesso: os atores. SIM, são astros, porém o brilhantismo de Robert Downey JR em vestir-se de Stark é inquestionável. Assim como Chris Evans personifica de maneira estupenda nosso capitão preferido. A escolha de cada peça para compor essa bela sinfonia de super heróis, mostra o carinho e dedicação de todos os envolvidos no certame de não se fazer MAIS UM FILME DE SUPER HERÓIS, mas sim, de se fazer O FILME. (aplausos)

Sem dicas sobre a história, pois quero ver todo mundo com pipoca nas poltronas Brasil a fora conferindo, resta dizer que, para além do trabalho magnifico de efeitos visuais, a estruturação do roteiro foi milimetricamente pensada, criando diálogos advindos do universo HQ, sem parecer piegas, sendo perfeitamente verossímil na boca dos atores. (pontos para MARVEL)

E, confabulando continuações ou não, o que sobra após a sessão, fora o êxtase da explosão do “hulk esmaga!”(literalmente) é que, sim, a indústria americana quando quer sabe e PODE fazer filmes arrasa quarteirões com conteúdo, pincelando valores como, dever, honra, amizade, pertencimento e lealdade, entre outros, e no fim o que falta no mundo hoje ( em todas as sociedades) é exatamente a exaltação desses princípios. O homem atual parece que acha careta ser legal com os outros, ou mesmo, deixar de ganhar sozinho para dividir com um grupo. Acontece que sozinho, é muito chato de se viver, basta lembrar do Wilson!

Em uma contemporaneidade de individualismos, um filme que evoca “uma liga” mesmo que de super heróis é uma pequena provocação e demonstração que juntos somos mais. JUNTOS, PODEMOS TUDO. Ai meus amigos, só tenho uma coisa a acrescentar: Que venham os exércitos, aqui é Easy CO!

Os: a sessão sem ser 3D é sempre a melhor pedida. Alias, essa febre de 3d já deu né.

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