QUANDO O FIM CHEGA E A GENTE SE ENTRISTECE.


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OPINIÃO

Por CAROLINE ARAÚJO

Eu sei que desculpas por este hiato cinematográfico de opiniões não aplacam a minha derrapada junto aos leitores, mas a realidade é que nem mesmo meu cachorro eu tenho conseguido ver nestes últimos tempos. Contudo, a gente reorganiza agenda, espreme JOB, e altera algumas pautas e eis que antes tarde de que nunca conseguimos postar alguns coments !!!

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Eu comecei a escrever este texto umas duas outras vezes antes desta. Voltei à sala de cinema, duas mais, e por fim, acredito que agora, confortavelmente posso opinar e não estou fazendo nenhum spoiler, sem análises de cena ou personagens. Em primeiro lugar quando o cineasta Christopher Nolan fez o personagem Batman ressurgir das cinzas, depois do grande desastre “cartunesco” de Joel Schumacher, que manchou a imagem do herói, lá nos idos de 2005, ele simplesmente abriu a caixa mágica de possibilidades de contar a história de um cara normal, que escolhe por moldar sua vida de maneira a ajudar a quem precise lutando contra crime e criminosos, por um prisma que jamais havia acontecido, tanto com este personagem, quanto com outro. E isso foi uma LIÇÃO á muitos outros projetos de adaptações de HQ’s que estavam na panela.

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Nolan fez mais. Criou um universo só dele. Provou que a regência dos elementos técnicos, com a precisão de roteiro e o devotamento de atores é a fórmula para uma grande obra. Muitos narizes se torcem, pois ele fez isso com um personagem fictício, que já foi “cartunizado”, que tem 74 anos de história com o mundo e de uma forma tão tácita que Bruce Wayne poderia ser perfeitamente um milionário da cidade de qualquer pessoa.

O Mundo de Bruce, o mundo de Batman, é o mundo real; esse que nós habitamos. Só que ele é CRU, ruim, fétido, tal qual o nosso e que fingimos não enxergar. Na maioria das vezes a realidade é tão pior que a ficção. E Nolan sabe disso. E usou isso em favor de uma epopeia digna dos salões gregos.

“Espero que você vá e não retorne” essa fala de Alfred neste terceiro e ultimo(¿) filme da trilogia do cavaleiro orelhudo tem um peso gigantesco. O vazio corrosivo que impera na alma de Bruce é tão habilmente trabalhado por Nolan, que o faz chegar (literalmente) ao fundo do poço e soerguer de maneira heroica. “The Dark Knight: Rise – Batman o cavaleiro das trevas ressurge”, que aplacou os projetores ao redor do mundo foi o fim necessário, na medida, proporção e saudosismo que um personagem do quilate do homem morcego merece.

Muito pavor abateu-se sobre o público após a morte de Heath Ledger, e seu emblemático Coringa. No entanto, tal qual uma partida de xadrez, Nolan monta as peças no tabuleiro e coloca seus peões, torres e bispos e rega uma trovoada de sensações, provando ser um dos mais criativos e capacitados diretores da atualidade. O mundo agradece. Os fans agradecem e podemos continuar girando as calhas do mundo com o homem morcego sempre perto.

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