O INDEPENDENTE DA VEZ


POSTER-WHIPLASH

TEMPORADA DE PREMIOS

OPINIÃO

POR Caroline Araújo

Como de costume, quando a temporada de premiação americana de ciências cinematográficas começa, entre super produções, azarões e gêneros diferenciados temos sempre um filme independente no páreo. Grande vencedor do Festival de Sundance em 2014, temos um longa que encantará os apaixonados por música ao mesmo tempo que asfixiará os amantes de cinema.

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“WHIPLASH – em Busca da Perfeição” (2014) dirigido e escrito por Damien Chazelle levanta uma discussão interessante, qual é o ponto máximo que se deve submeter-se a pressões e condições degradantes de aprendizado ou esforço para se conseguir algo que se almeja? Qual o limite? Existe Limite?

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“WHIPLASH” é um olhar eletrizante e agressivo sobre o que é preciso para forjar um verdadeiro mestre em sua arte. Acompanhamos a história do jovem Andrew Neyman (MilesTeller) aluno de um consagrado conservatório americano, cujo foco é se tornar uma lenda da musica no instrumento de sua paixão: Bateria. Dedicado, ele v6e a possibilidade desse sonho tornar-se real quando o famoso professor Terence Flecher (J.K.Simmons) o chama para uma audição e permite que ele passe a integrar a banda principal do conservatório.

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“WHIPLASH”  transita entre os dois personagens e suas trocas furiosas quase o tempo todo. Há poucos respiros, pausas ou momentos de leveza na obsessão dos dois homens, que aos poucos asfixia quem assisti. Somos levados ao aumento do batimento cardíaco quase que os 109 minutos de duração.

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Fletcher é um sujeito truculento, com ataques pessoais aos alunos, criando um sistema de ensino motivacional degradante que nos remete instantaneamente aos insultos do Sargento Hartman de R. Lee Ermey do Clássico “Nascido para matar” ou até mesmo pela paixão do ensino da musica, ser comparado a um Richard Dreyfuss só que versão infernal do “Adorável Professor”. Simmons nos dá um Fletcher feroz, intempestivo e extremista. Brilhantemente contrapondo com um Neyman introspectivo e extremamente reservado de suas emoções.

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Acontece aqui um ganho sensível na maneira de dirigir. Chazelle filma com certa economia, movimentos de câmera “classudos” (referencia 80`s bacanuda); fotografia na medida com alguns planos fechados que geram certa claustrofobia (proposital logicamente), direção de arte enxuta, elenco de apoio focado e pequeno, contudo; uma voracidade de montagem e uma trilha sonora extraordinária transformando “WHIPLASH” em um filme para se ver e ouvir intensamente.

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Absolutamente um “azarão” que corre por fora na disputa oscarizada de fevereiro, mas um daqueles filmes que você sai mexido, por ser extremamente simples de ideia e perfeitamente executado. Aos amigos músicos, principalmente os bateristas, videografia obrigatória.

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